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INDÚSTRIA DO ALGODÃO EM MOÇAMBIQUE - APRENDIZAGEM CONJUNTA, CRESCIMENTO CONJUNTO


O algodão é praticado por mais de 300.000, famílias camponesas de cinco membros cada, representando por isso fonte segura de rendimento para mais de 1.500.000 habitantes rurais. Da renda resultante, as famílias compram alimentos, roupas, produtos de consumo de primeira necessidade, instrumentos e insumos agrícolas e podem fazer face a custos de acesso à saúde e educação das crianças, acesso à saúde por mulheres grávidas dentre outras.

Os produtores do algodão revelam-se os que mais cereais e leguminosas produzem, graças à sua capacidade de investimento resultante da renda do algodão, por um lado, e ao acesso à assistência técnica que as empresas providenciam no âmbito da extensão privada e, como tal, nas mesmas condições, os produtores do algodão têm maior segurança alimentar do que os não produtores.

Ao longo da sua cadeia de produção e manuseamento, o algodão cria mais de 20.000 postos de trabalho assalariado, incluindo os sazonais, assegurando satisfação de suas necessidades, iguais às à cima descritas.

Volta de 12 empresas têm hoje no algodão a sua actividades central, caracterizando-se por investimentos em fábricas de descaroçamento, facilidades de armazenamento, escritórios, meio de transporte e equipamento de produção agrícola. Cada empresa algodoeira representa um investimento de não menos de 5.000.000,00 USD.

Para além do aproveitamento da fibra para fins têxteis, hospitalares e etc, a semente desta cultura constitui hoje a maior fonte doméstica de óleo alimentar extraído pelas indústrias em Moçambique, almofadando assim o impacto da crise alimentar mundial, por estabilizar o preço do óleo alimentar. Subprodutos da semente são também usados para produção de sabões e bagaço para alimentação do gado.

O algodão é grande contribuinte do Produto Interno Bruto, fonte para captação de divisas, contribuindo positivamente para equilíbrio da balança de pagamentos. Agregando a realidade acima, conclui-se inequivocamente que A CULTURA DO ALGODÃO É GRANDE INSTRUMENTO DA LUTA CONTRA A POBREZA RURAL EM MOÇAMBIQUE.

O país ultrapassou a fase tenebrosa da cultura do algodão, tendo atingido a chamada “FASE CONTEMPORÂNEA DE PRODUÇÃO DO ALGODÃO”, que é por livre vontade, na qual o sector público facilita as intervenções dos actores privados, os produtores e as empresas se engajam num diálogo contínuo, nomeadamente através de três reuniões abertas por cada ano (Reunião Anual do subsector, que acontece entre as campanhas, (Outubro de cada ano), Reunião técnica Anual do Algodão, que acontece ao longo da vegetação do algodão, (em Março / Abril de cada ano) e a Reunião Negocial do Preço Mínimo do Algodão Caroço, que acontece na véspera da colheita, Abril / Maio de cada ano).

O desenvolvimento do algodão é hoje concertado entre os produtores, aglutinados no Fórum Nacional dos Produtores do Algodão (FONPA), as empresas, através da Associação Algodoeira de Moçambique (AAM) e o sector público em geral e o Ministério da Agricultura em particular, através de seu organismo especializado, o Instituto do Algodão de Moçambique IAM).

É neste triângulo que se concertam as perspectivas de desenvolvimento da cultura do algodão em Moçambique, que depois são encaminhados aos respectivos níveis de decisão governamental. O documento “Reflexão sobre Modelos de Fomento do Algodão em Moçambique”, aprovado pelo Conselho de Ministros a 16 de Setembro de 2008, é um marco importante para esta nova fase de desenvolvimento, através do qual, as partes reconhecem que a riqueza gerada por esta cultura poderia ser maior e concordam em medidas para ACELERAR O PAPEL DO ALGODÃO NA LUTA CONTRA A POBREZA EM MOÇAMBIQUE.

Este documento aponta para reforma paulatina do subsector do algodão, caminhando para autonomização dos produtores a longo termo e para que esta cultura, em linha com as políticas macroeconómicas do país, seja produzido e comercializado de maneira competitiva.

O documento aponta para desafios na área de pesquisa e desenvolvimento, sistemas de produção e distribuição de sementes melhoradas, entrega atempada de insumos, a preços justos e seu uso judicioso para maximizar os impactos, melhoria da assistência técnica aos produtores, desenvolvimento da força de trabalho dos produtores através da tracção animal multi-funcional e do uso judicioso da maquinaria agrícola, a introdução de tecnologias de pequena escala de processamento do algodão (caroço, fibra e semente) e que seja aplicável aos produtores familiares e suas associações, a auto organização dos produtores, as parcerias público privado para endereçar áreas de interesse público que tenha potencial de criar oportunidade de negócio, o relançamento da indústria têxtil, a gestão de choques de clima e crises de mercado, entre outras acções estratégicas.

Estes desafios alinham com o “Conceito e Estratégia da Revolução Verde em Moçambique” e com o “Plano de Acção para Produção de Alimentos” (PAPA) no âmbito da resposta à crise alimentar. A cultura do algodão, por ser uma cultura tecnologicamente avançada, é chamada a dar seu contributo liderando a inovação técnica e tecnológica no âmbito da revolução verde e a evidenciar o aumento dos rendimentos e a abordagem de agricultura como negócio, no âmbito da intensificação contemplada no PAPA.

Nestes desafios, ao Ministério da Agricultura e ao Instituto do Algodão de Moçambique em particular, foi dada a responsabilidade de liderar a inovação técnica, tecnológica e política para facilitar esta transição pacífica. Como tal, NOSSA MISSÃO COMO IAM É, EM CONJUNTO COM ELES, FACILITAR OS ACTORES E OS INTERESSADOS NO SUBSECTOR DO ALGODÃO EM MOÇAMBIQUE!

Ao estar universalmente acessíveis através Internet reconhecemos a diversidade geográfica onde eventualmente se localizam os actores e interessados no algodão moçambicano, desta forma aproximamo-nos, abrimo-nos e dispomo-nos à interacção contínua a favor do desenvolvimento desta cultura. Venham, digam-nos as suas aspirações, ajudaremos a alcançar e JUNTOS APRENDEREMOS E JUNTOS CRESCEREMOS!

CULTIVAR ALGODÃO EM MOÇAMBIQUE É SIMULTANEAMENTE LUTAR CONTRA FOME E CONTRA A NUDEZ, OS DOIS MALES MAIS HUMILHANTES PARA O SER HUMANO!

PRODUZIR ALGODÃO É CONTRIBUIR PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS!


Actualidade
30 de Novembro de 2011
Reforço técnico as zonas Algodoeiras, referente a campanha 2011/12
No âmbito, do Programa de Revitalização da Cadeia de Valor do Algodão em Moçambique, aprovado na IX (...) 


20 de Outubro de 2011
Reunião Anual do Subsector do Algodão, 2011
Como tem sido habitual, o IAM realiza nos dias 24 e 25 de Novembro do ano corrente a Reunião (...) 


29 de Julho de 2011
Pedido de Manifestação de Interesse Serviços de Consultoria Internacional
O Instituto do Algodão de Moçambique, lançou no passado dia, 25 de Julho do ano em curso, um concurso (...) 


6 de Junho de 2011
Missão da FAO no âmbito do Desenvolvimento da Estratégia de Gestão de Riscos no Subsector do Algodão em Moçambique
O IAM com apoio técnico do Banco Mundial e da FAO, está a facilitar um grupo para desenho de (...) 


5 de Junho de 2011
Preço mínimo ao produtor a vigorar na campanha 2010/2011
Na sessão ordinária do dia 17 de Maio de 2011, o Conselho de Ministros, aprovou os novos preços mínimos (...) 



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